Os 28 ouro e prata da primeira edição do Brut Experience 2018

Os resultados do Brut Experience 2018, o primeiro Concurso Internacional de Espumantes, que decorreu no passado dia 30 de Maio, foram anunciados hoje no Lisbon Marriott Hotel, em Lisboa, no decorrer do evento com o mesmo nome, que reuniu mais de duas dezenas de produtores de espumantes portugueses e internacionais e uma mostra de iguarias, companhias perfeitas para esta bebida, como ostras, patés e chocolates.

De entre os 96 espumantes Brutos e Brutos Naturais presentes a concurso, o júri, constituído por jornalistas, bloggers, enólogos, escanções e comerciantes de vinhos portugueses e de outros países europeus, selecionou 28 vencedores, galardoados com Medalhas de Ouro e Prata, nas categorias Jovem, Reserva, Super Reserva e Grande Reserva. “Este ano não foram atribuídas medalhas de Prestígio, alcançáveis para espumantes com 95 pontos ou mais, em 100 na competição, apesar de algumas marcas terem andado no limiar deste patamar”, destacaram os organizadores, José Miguel Dentinho (jornalista e experimentado provador de vinhos) e Luís Gradíssimo (empreendor, formador e fundador da marca Enóphilo).

No concurso Brut Experience 2018, onde são apenas atribuídas medalhas a 30% dos vinhos em competição, estiveram presentes espumantes oriundos das regiões portuguesas dos Vinhos Verdes, Douro, Távora-Varosa, Dão, Bairrada, Tejo, Lisboa, Península de Setúbal, Alentejo e Madeira, França e Alemanha. Entre as distinções Ouro, o destaque vai para a Bairrada, que conquistou sete Medalhas com os espumantes: Kompassus Blanc des Noirs Bruto Super Reserva 2014 (Kompassus Vinhos); Luiz Costa branco Bruto Super Reserva 2015 (Caves São João); Regateiro branco Bruto Super Reserva (Lusovini); Hibernus Premier branco Bruto 2016 (Maria do Rosário Reis Tiago Carvalheira); Marquês de Marialva branco Extra Bruto Cuvée Grande Reserva (Adega de Cantanhede); Joaquim Arnaud branco Bruto Super Reserva 2014 (Joaquim Arnaud); e Aplauso branco Bruto Reserva (Lusovini). A região dos Vinhos Verdes recebeu três distinções Ouro – Dom Ferro branco Bruto Super Reserva 2007 (Quinta do Ferro), Muralhas de Monção branco Bruto Reserva (Adega Cooperativa e Regional de Monção) e Quinta da Calçada Colheita Imperial branco Bruto Reserva (Agrimota), o mesmo tendo acontecido com a região de Lisboa, onde se destacaram os espumantes Quinta do Rol rosé Bruto Grande Reserva (Quinta do Rol), Quinta da Romeira branco Bruto Reserva e Quinta da Romeira branco Brut Nature Reserva (WineVentures).

Organizado pela Enóphilo, marca com histórico na organização de eventos vínicos de nicho (como o Enóphilo Wine Fest, em Lisboa, Porto e Coimbra), Brut Experience é uma experiência feita de vários momentos, um conceito que integra um evento de espumantes com um concurso internacional de espumantes. Segundo a organização, “o Brut Experience pretende distinguir e dar a conhecer, aos consumidores, os melhores espumantes nacionais e internacionais, estimular a produção de espumantes de qualidade e contribuir para a expansão da cultura do espumante”, acrescentando que o regresso para 2019 está “garantido!”.

PAINEL DE JURADOS BRUT EXPERIENCE 2018

Agostinho Peixoto; Antonina Barbosa; Arlindo Santos; António Mendes Nunes; Bruno Antunes; Fernando Melo; Gabriela Marques; Helena Pereira-Muele; Janna Rijpma-Meppelink; João Barbosa; José Carvalheira; José Domingues; José Manuel Moroso; José Silva; Manuel Moreira; Marco Moreira da Silva; Nuno Martins Silva; Salvador Manjón; Sérgio Antunes; Vasco Penha Garcia e Valéria Zeferino.


Jantar solidário das mulheres do vinho para ajudar crianças: participe!

Recebi da Minha camarada jornalista de vinhos Maria João de Almeida, a seguinte mensagem que publico na íntegra: Escrevo-vos hoje em nome das United Wine Women (UWW), um grupo de 23 mulheres que reúne algumas das melhores enólogas e produtoras nacionais , e que se juntou para promover e ajudar causas sociais (ver apresentação em anexo). Neste caso estamos a ajudar o Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, uma instituição que abriga crianças com os mais diversos problemas, entre os quais maus tratos, abandonos, entre outras tristes situações…

Para ajudar estas crianças, as UWW organizaram um jantar cocktail dinatoire solidário em parceria com o Altis Grand Hotel, em Lisboa, que se realizará no dia 19 de Junho, a partir das 19h30, no Garden Roof Bar, do Altis Grand Hotel, na Rua Castilho, nº11.

O jantar será harmonizado pelos vinhos oferecidos pelo grupo de enólogas e produtoras, do qual fazem parte Ana Rola (Quinta de Remostias); Antonina Barbosa (João Portugal Ramos); Catarina Penelas (Quinta do Vallado); Catarina Vieira (Herdade do Rocim); Cátia Barbeta (Quinta do Crasto); Donzília Copeto (João Portugal Ramos); Filipa Pizarro (Duplo PR Serviços de Enologia); Francisca Vanzeller  e Joana Pinhão (Quinta Vale D. Maria); Ivone Ribeiro (Proprietária Garrafeira Garage Wines); Joana Silva Lopes (Quinta do Casal Branco); Lígia Santos (Caminhos Cruzados); Mafalda Vasques (Herdade dos Grous); Maria Serpa Pimentel (Quinta da Pacheca); Martta Simões (Quinta da Alorna); Patrícia Peixoto (Casa Santa Vitória); Rita Marques (Conceito Vinhos); Rita Soares (Herdade da Malhadinha); Sandra Alves (Herdade do Esporão); Sandra Tavares (Wine & Soul); Sofia Prazeres (Quinta de São José); Susana Esteban (Susana Esteban).

Metade do valor do jantar (que custa 40€) reverterá a favor do Refúgio Aboim Ascensão. Inscreva-se já através do e-mail unitedwinewomen@malhadinhanova.pt  / ou pelo telefone 289 510 460


Brancos 2017 da Quinta de Chocapalha no mercado

A Quinta de Chocapalha, situada em Alenquer, lançou no mercado, em finais de Maio, as colheitas de 2017 de um trio de vinhos brancos composto por dois monovarietais, Quinta de Chocapalha Arinto (p.v.p.aproximado de 6,40€) e Quinta de Chocapalha Sauvignon Blanc (p.v.p. 9€) – e pelo blend Quinta de Chocapalha Arinto, Visionho e Verdelho (p.v.p. 7,50€).

Segundo o produtor, a presença da serra de Montejunto, a disposição das vinhas na colina e a proximidade do mar contribui para que estes brancos sejam frescos, elegantes e com grande aptidão gastronómica.

Os três brancos provêm de vinhas com uma idade média de 25 anos plantadas pela família Tavares da Silva que, após a aquisição da propriedade na década de 1980, investiu na replantação total dos 45 hectares de vinha, na reestruturação da adega e introduziu novas técnicas de cultivo com o intuito de dar continuidade às antigas tradições desta quinta vinhateira. A Quinta de Chocapalha assume-se como um projeto familiar de paixão liderado pelo casal Alice e Paulo Tavares da Silva e pelas três filhas, Sofia, Andrea e Sandra (a enóloga titular).

Quinta de Chocapalha White 2017_lowQuinta de Chocapalha Sauvignon blanc pequenaQuinta de Chocapalha Arinto 2017_low


Dona Antónia nos Porto com indicação de idade da Porto Ferreira (Sogrape)

A marca Dona Antónia estende-se agora ao portefólio de Vinhos do Porto com indicação de idade de Porto Ferreira. Com esta reorganização da gama, a imagem de Dona Antónia passa a figurar em todas as garrafas e embalagens de Tawny 10 Anos, Tawny 20 Anos e Branco 10 Anos. A imagem de Dona Antónia passa a estar presente enquanto elemento de valorização da marca, mantendo a chancela Ferreira o protagonismo de sempre. O rebranding da gama completa-se com elementos gráficos de inspiração retro que, combinados com materiais premium, criam uma imagem elegante e diferenciadora.

Neste contexto, Dona Antónia continua a ser uma gama dentro da família de produtos de Porto Ferreira, sendo que as referências 10 Anos Quinta do Porto, 20 Anos Duque de Bragança e Branco 10 Anos dão agora lugar a Dona Antónia Tawny 10 Anos, Dona Antónia Tawny 20 Anos e Dona Antónia Branco 10 Anos, que mantêm, no entanto, exactamente o mesmo estilo e perfil de vinhos.

Tal como explica João Gomes da Silva, Administrador da Sogrape Vinhos, “Dona Antónia tem vindo a consolidar uma posição de liderança no segmento dos Reserva, caracterizado por vinhos de lote que envelhecem por alguns anos em madeira. Pareceu-nos uma transição natural que a extensão de gama de Dona Antónia acontecesse para Vinhos do Porto com indicação de idade, uma categoria especial com processos de elaboração baseados nos mesmos princípios”. Segundo o responsável, “enquanto marca orientada para vinhos premium, acreditamos que todo potencial de confiança, valor e qualidade de Dona Antónia, conferem-lhe a credibilidade necessária para alargar a posição de Ferreira em categorias superiores de Vinho do Porto”, conclui.

Estes vinhos têm os seguintes preços de referência, obviamente não vinculativos: Branco 10 anos, 13€; Tawny 10 anos, 15€ e Tawny 20 anos, 20€.

10 Anos Branco Pequena(1)


Vinhos do Tejo com subida de dois dígitos no mercado de Portugal Continenta

De acordo com os dados Nielsen relativos ao primeiro trimestre de 2018 os vinhos da Região Demarcada do Tejo registaram um aumento de 26% quer em vendas, quer em valor em relação ao período homólogo de 2017. É de apreciar o terreno que os vinhos daquela região têm conquistado nos últimos tempos, o que se deve não só à tremenda melhoria dos trabalhos feitos na vinha e na adega, mas também à Comissão Vitivinícola da Região do Tejo, que tem boas  razões para sorrir.

Esse aumento verificou-se quer na distribuição (garrafeiras, mercearias e supermercados), quer na restauração. Outro dado mostra que os vinhos certificados estão a ganhar terreno aos vinhos não certificados (chamados vinhos de mesa, muito dele importado a granel do estrangeiro e vendido maioritariamente em bag-in-box). Isto significa uma mais valia, quer para os agentes económicos, quer para o consumidor, que assim tem a garantia que está a beber vinhos da região, com selo de autenticidade e qualidade.

Face ao período homólogo de 2017, o primeiro trimestre de 2018 conduz a um aumento de 26% no total de vendas em litros (Distribuição + Restauração) dos Vinhos do Tejo, contrariando a tendência do mercado nacional que se encontra no negativo com -0,4% no total de vendas em litros (Distribuição + Restauração). Ao dividirmos esse total positivo referente aos Vinhos do Tejo por parcelas, a Distribuição assinala uma subida de 17,4% e a Restauração um acréscimo de 45,7%, números que ficam muito além do panorama nacional ditado por -2,0% na Distribuição e apenas 4,4% na Restauração.

Se esmiuçarmos as vendas em valor, o resultado inerente aos Vinhos do Tejo continua a ser bastante positivo quando comparado com o mercado nacional em geral. Ou seja, a soma da Distribuição com a Restauração perfaz um total de 20,3%, valor superior aos 2,6% apresentados pelo total de vendas em dinheiro do mercado nacional face ao período entre Janeiro e Março de 2018. Os dois dígitos permanecem na coluna dos Vinhos do Tejo na parte da Distribuição, com 17,3%, bem como da Restauração, com 24,2%. Os três valores respeitantes aos Vinhos do Tejo testemunham, uma vez mais, uma subida digna de registo.

É verdade que durante muitos anos a Região Tejo (antes chamada de Ribatejo) era sinónimo de vinhos de má qualidade, Nos últimos anos não só nos cada mais produtores de quinta, mas também nas adegas cooperativas que se mantiveram em laboração, a qualidade subiu estrondosamente e hoje os vinhos do Tejo têm uma enorme qualidade. Por isso, estes valores muito mais acentuados do que nas outras regiões, são perfeitamente compreensíveis.

*Fotos de Gonçalo Villaverde20180327_GONCALO VILLAVERDE_0320Pequena


Monte das Servas Escolha branco e rosé 2017 já chegaram ao mercado

A família Serrano Mira, proprietária da Herdade das Servas, uma das mais antigas a produzir vinho no Alentejo (em Estremoz), já tem os seus primeiros vinhos da vindima de 2017 no mercado nacional, nas ilhas e outros mercados do Mundo. Os primeiros a chegar foram os Monte das Servas Escolha branco e rosé.

Vendido a um preço de referência inferior a 5 euros, é um vinho branco fresco e elegante, ideal para o dia-a-dia. Segundo informação do produtor, na sua composição entram 50% de uvas da casta Roupeiro, com 20% cada de Antão Vaz e Arinto e 10% de Semillon. Este vinho foi vinificado e estagiado em inox e segundo o produtor acompanha muito bem saladas, peixe grelhado e carnes brancas, habituais na dieta portuguesa, ou marisco e sushi.

Também sem estágio em madeira, o que o torna num vinho mais directo, mas sem que com isso perca o seu potencial gastronómico, a Herdade das Servas sugere o Monte das Servas Escolha rosé. Agora na colheita de 2017, este é o único rosé da Serrano Mira.

É feito de Touriga Nacional (60%), loteada com a Syrah (40%), uma casta importada de França mas que se dá muito bem em solos alentejanos. Também segundo o produtor este vinho pode ser bebido a solo ou pode acompanhar saladas, massas, pizzas, sushi e carnes brancas, pratos próprios para os dias quentes do Verão. O seu preço de referência é também ligeiramente inferior a 5 euros.

Legendas das fotos: Em cima, e da esquerda para a direita, os filhos Carlos e Luis Mira, com o pai no centro. Em baixo os vinhos agora lançados.

Herdade das Servas Press MS Branco e Rose 01


Festival de Vinhos do Douro Superior em Foz Côa foi o mais concorrido de sempre

A sétima edição do Festival dos Vinhos do Douro Superior (FVDS) que se realizou no final de Maio, foi a mais concorrida de sempre, registando o número recorde de 9000 visitantes que puderam provar grandes vinhos originários de cerca de oito dezenas de expositores.

Paralelamente, com a organização da revista Vinhos Grandes Escolhas, realizou-se o Concurso de Vinhos do Douro Superior, com um número de  amostras recorde: quase 190, mais propriamente 184, (55 brancos, 113 tintos e 16 vinhos do Porto) provenientes de 80 produtores que marcaram presença no recinto da feira, o que significa um aumento de cerca de 20% em relação ao ano passado, que também havia estabelecido um recorde do certame.Os 29 elementos do júri – jornalistas, responsáveis de compras de garrafeiras, sommeliers e bloggers especializados – provaram, como habitualmente “às cegas”. (Foto dos jurados à porta do Festival,mais abaixo).

‘Duas Quintas Reserva branco 2016’ (Adriano Ramos Pinto), ‘ZOM Touriga Nacional Grande Reserva tinto 2011’, (Barão de Vilar), e ‘Duorum Porto Vintage 2011’ (Duorum Vinhos) sagraram-se vencedores, mas para além destes triunfadores absolutos foram entregues 22 Medalhas de Ouro (6 para brancos, 12 para tintos e 4 para vinho do Porto) e 41 Medalhas de Prata (12 para brancos, 25 para tintos e 4 para vinho do Porto). A soma totaliza 66 vencedores (mais 15 do que no ano passado).

FVDS 2018 - Vinhos Vencedores do Concurso 01pequenpo

Este evento continua a despertar grande interesse em amplas camadas de público, atraindo muitos visitantes fora da região. Prova disso é o significativo aumento da afluência registado este ano em que se atingiu um número superior a 9000, cerca de 15% a mais que na anterior edição. Este crescente interesse por parte de público e profissionais foi correspondido também pelo crescimento no número de produtores expositores que totalizaram 80 presenças, para além de 4 tasquinhas.

7 Fest 2018 (151)_01pequenaA edição de 2018 contou ainda com um convidado especial, o Master of Wine Dirceu Vianna Júnior (o único no mundo de língua portuguesa), na foto a conversar com Álvaro Van Zeller) que contactou com muitos dos produtores presentes e teve oportunidade de provar muitas dezenas de vinhos, tendo ficado impressionado com a qualidade geral exibida e com o forte dinamismo do Douro Superior. Como habitualmente, o Festival foi também visitado por algumas dezenas de jornalistas e compradores profissionais que, participando como jurados no concurso, tiveram ainda a oportunidade de conhecer de perto alguns dos novos projectos da região.

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Como é hábito, realizou-se um colóquio que reuniu dezenas de personalidades. Sob o tema “O Douro e a História: Vale com passado, Vinha com futuro”, com moderação de Fernando Melo, contou com intervenções bastante vincadas de algumas das personalidades mais relevantes do Douro e que juntos contribuíram para abrir uma reflexão alargada sobre o futuro e as potencialidades da região.

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