PORTUGAL TEM MUITA LATA!

Os consumidores portugueses ainda torcem o nariz perante os vinhos em lata. No entanto, são cada vez mais as empresas nacionais que lançam no mercado vinhos brancos, rosés, tintos, espumantes, sangria e Porto tónico utilizando esse tipo de embalagem. Num interessante artigo publicado na revista Hipersuper exactamente há um ano, da autoria da jornalista Rita Gonçalves, conta-se essa história pormenorizadamente. Uma história que começou a despontar em 2020 com o lançamento pela empresa Can-U Adax de uma gama de vinhos tranquilos. Quase ao mesmo tempo outras empresas viram nas latas um bom futuro, como foi o caso da Taylor´s que depois de ter iniciado negociações com o IVDP só conseguiu autorização para lançar o PortTaylor’s Chip Dry&Tonic e Croft Pink&Tonic – The Fladgate Partnership em 2021. Seguindo-lhe o exemplo surgiu o Cockburn´s Portotonic da Symington Family Estates.

Curiosamente também a Adega de Ponte da Barca que recentemente lançou vinho branco e rosé da gama 80’S, em lata, iniciou esse estudo há 3 anos, acabando por lançar no mercado vinhos leves bastante agradáveis no seu estilo, de baixo teor alcoólico, óptimos para beber na praia, no campo ou num banco de jardim.

Acualmente há vinho de várias regiões em lata, casos da Adega Mãe (Lisboa), com o Pinta Negra branco e rosé, Casal Garcia (marca da Aveleda) da Região dos Vinhos Verdes, mas para já apenas para o mercado de exportação. Os Vinhos Borges, por sugestão de um cliente estrangeiro, lançaram o Gatão Lata (Vinhos Verdes).

A Quinta da Lixa surgiu com duas marcas, Terras do Minho para o mercado interno e Anjos de Portugal para a exportação.

A Sogrape lançou em Maio do ano passado o Gazela (Vinho Verde) e o Porto Tónico Offley Clink e meses depois o rosé.

O primeiro espumante em lata surgiu nos últimos meses de 2021, lançado pela Wine Republic, o Fluut. Finalmente, em bebidas aromatizadas à base de vinho, a Enoport lançou 5 referências que vão de aromas de fruta a cola e Ginger Ale. Como curiosidade refira-se que ao contrário de quase todas as outras empresas a Enoport lançou as suas bebidas primeiro em Portugal.


UM DIA NAS VINDIMAS

Um pouco de Norte a Sul de Portugal, os vinhateiros abrem as suas portas para, com programas mais ou menos complexos, permitirem ao público participar nas vindimas. Apresentamos algumas sugestões:

TORRE de PALMA – Para respeitar as suas raízes romanas a propriedade inicia o ciclo de vindimas com a “vinalia rustica” terminando em finais de Setembro com a “meditrinalia”, data em que o mosto é consagrado. Durante as semanas em que se realiza a vindima, os participantes vão passar um dia na vinha, participar na colheita, e na adega poderão saber mais sobre as vinhas e castas, escolher as melhores uvas e provar os vinhos. Do programa faz ainda parte um almoço ou jantar no Restaurante Palma e a oferta de uma garrafa de vinho Torre de Palma Tinto BASILII como lembrança das vindimas. O preço do programa é 84 € por pessoa.

QUITA de LEMOS a Quinta de Lemos propõe uma esperiência de vindimas complementada com uma visita guiada e uma prova de vinhos acompanhada por petiscos e ainda a pisa do lagar.

A experiência das vindimas na Quinta de Lemos está disponível durante o mês de setembro, de 2º a 6ª feira, em dois horários por dia: das 10h30 às 12h30 e das 14h30 às 16h30. As reservas devem ser feitas até 48 horas de antecedência, para um grupo mínimo de 2 pessoas e máximo de 6 pessoas.

O programa tem um custo de 100€/adulto, 50€/crianças dos 13-18 anos, sendo que crianças até aos 12 anos não pagam.

QUINTA do HOSPITAL – Para quem quiser visitar esta quinta com origens no século XII (o seu nome deriva do primeiro proprietário, a Ordem do Hospital), tem à disposição um programa que o leva a visitar a quinta e acompanhar todo o processo de produção de vinho da marca, começando pela apanha da uva. Para um minimo de 15 pessoas, com piquenique, visita à quinta e prova de vinhos, p preço é de 15€ por pessoa. Para um grupo mínimo de 25 participantes com refeição “a sério” será um preço a combinar (ver contactos em baixo).

Finalmente, visita à quinta mais prova de vinhos comentada (cerca de 1 hora) custa 15€ por pessoa.

Reservas: +351 251 656 243; 351 914 456 659 Email: vinhosverdes@falua.pt


CASAL GARCIA ALEGRA FESTIVAL DE MÚSICA ELETRÓNICA #JARDIMSONORO

O festival #JKardim Sonoro tem lugar no Jardim Keil do Amaral no Parque Florestal de Monsanto, em pleno pulmão verde de Lisboa, tendo lugar nos dias 9, 10 e 11 de Setembro. É direcionado para todos os amantes de música eletrónica e adeptos do contacto com a natureza. Assumindo-se como uma verdadeira experiência sensorial, o festival junta o património, música, cultura, lazer e prazer num dia de festa num jardim, o cenário perfeito para Casal Garcia ativar a sua Alegria.

Casal Garcia continua a apostar no território da música e à ligação autêntica entre pessoas através da Alegria. Neste festival vamos estar presentes com um Wine Bar, projetado em sintonia com o contexto natural, recorrendo a materiais orgânicos como madeiras. Contará com uma vista privilegiada para o palco, com um terraço onde o público poderá desfrutar do seu vinho fresco, e terá à disposição um local confortável para relaxar enquanto aproveita os momentos de Alegria e boa conversa entre amigos”, refere Isabel Barbosa, Senior Brand Manager de Casal Garcia.

No bar será possível encontrar Casal Garcia Branco e Rosé, a gama de Sangrias e ainda a mais recente novidade da marca, Casal Garcia Fruitzy – uma bebida aromatizada à base de vinho, com baixo teor alcoólico e aromas surpreendentes. E para que se sintam especiais no festival, haverá também um espaço de ativação onde poderão escolher fazer uma make-up sparkle, para espalhar mais Alegria e brilho pelo recinto.

Lançada em 1939, a marca Casal Garcia pertence ao grupo Aveleda S.A., o maior produtor e exportador de Vinho Verde em Portugal, estando presente em mais de 70 países com a sua extensa gama de produtos. Facilmente identificado pela sua garrafa de tom azulado e pelo seu rótulo único e original. Casal Garcia é conhecida por ser uma marca jovem, alegre e inovadora. Sob a assinatura Haja Alegria, Haja Casal Garcia! a marca tem sabido acompanhar as tendências do mercado e a evolução dos hábitos de consumo, integrando no seu portefólio uma oferta alargada de produtos: vinhos, sangrias e espumantes.


Quinta do Pessegueiro vence Concurso Tomate Coração de Boi do Douro

O ano está a ser difícil para o bom desenvolvimento do Tomate Coração de Boi do Douro. Mesmo assim, não faltaram à mesa do concurso excelentes exemplares. À festa do melhor tomate da campanha 2022 juntaram-se especialistas para falarem sobre a sua valorização e contributo para o desenvolvimento sustentável da região.

Na V Edição do concurso Tomate Coração de Boi do Douro, que teve lugar na Quinta de Nápoles (Niepoort), no último dia 26 de agosto, no primeiro lugar, classificou-se a Quinta do Pessegueiro que conquistou 3,78 pontos escala do 0 a 5), em segundo lugar ficou o projeto de horticultura familiar Tanque Science & Wine, que obteve 3,69 e em terceiro , a Quinta da Manoella, dos vinhos Wine & Soul, ~que obteve 3,58 pontos.

“Estávamos expectantes quanto ao tomate que iria ser apresentado a concurso, dadas as condições adversas do ano. Verificamos, efetivamente, menor qualidade média, mas os melhores tomates estiveram ao nível dos anos anteriores”, sintetiza o presidente do júri do concurso, Francisco Pavão.

Por um selo de qualidade

A festa que se seguiu à prova do júri, nos jardins da Quinta de Nápoles/vinhos Niepoort, integrou um debate sobre os produtos endógenos do Douro, a sua valorização e importância na promoção e sustentabilidade do território, momento promovido em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

“É com muito entusiasmo que nos associamos a este evento, no âmbito dos 20 Anos do Douro Vinhateiro Património Mundial “, começou por referir Célia Ramos, vice-presidente da CCDR-Norte, lembrando também os desafios que a região tem pela frente, nomeadamente de adaptação às alterações climáticas: “A inteligência do Douro vai passar pela diversificação dos produtos agrícolas” e “complementaridade da vinha com outras culturas”.

Ana Maria Barata, coordenadora do Banco Português de Germoplasma Vegetal, viu o Concurso do Tomate Coração de Boi do Douro como uma excelente forma de “valorização de um produto endógeno da região” e lembrou que o banco de sementes que dirige tem uma vasta coleção de sementes de tomate, 25 por cento das quais de Tomate Coração de Boi de várias regiões do país. No final, deixou um desafio: “Seria interessante avaliar a qualidade das sementes de que dispomos, até para se poder dar o salto e trabalhar na qualificação deste material, no seu reconhecimento e criação de um selo de qualidade do Tomate Coração de Boi do Douro”.

Com forte ligação à região, Teresa Andresen, arquiteta paisagística e engenheira agrónoma, recordou as cestas que chegavam de comboio ao Porto com as frutas e hortícolas dos “jardins secretos”, a que se acedia “por uma portinha” que representava o acesso “àquele paraíso” dos sabores do Douro. “Dizíamos sempre, e bem, que não há fruta como a do Douro”, sublinhou.

Nem só de vinho vive o Douro, lembra por fim António Monteiro, assessor da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, recordando os escritos do Visconde de Vilarinho de São Romão sobre os diversos produtos da região, incluindo o Tomate Coração de Boi. A riqueza de variedades de frutos e legumes no Douro está documentada, concluiu, podendo servir de apoio a atividades alternativas à vinha e de valorização da biodiversidade e sustentabilidade da região.

A moderação da conversa ficou a cargo do jornalista e curador do projeto de valorização do Tomate Coração de Boi do Douro, Edgardo Pacheco.


VINIPAX A FEIRA DE VINHOS DO SUL ESTÁ DE REGRESSO A BEJA

De 30 de Setembro a 2 de Outubro a Vinipax, reconsolidando o seu espaço no calendário de mostras vínicas nacionais, regressa a Beja, com a presença confirmada de mais de 20 produtores.

Nesta 14ª edição do maior evento de Vinhos do Sul de Portugal, um espaço de afirmação dos mais emblemáticos vinhos da região alentejana, de outras regiões nacionais e de regiões estrangeiras, contamos com a presença da região convidada dos Vinhos do Douro e do Porto através do Instituto de Vinhos do Douro e do Porto que realiza uma prova temática no dia 30 de setembro.

Na programação, além das habituais provas comentadas promovidas pelos produtores presentes, haverá um destaque para o tradicional vinho de talha e para os vinhos de Beja e será promovida a estreita ligação dos vinhos e da gastronomia, através da realização de provas de harmonização, no espaço Sul à Mesa, onde assinalarão presença alguns representantes do enoturismo de excelência da região de Beja.

Este ano, a VINIPAX apresenta uma renovada Loja de Vinhos, com um horário alargado, que permitirá a compra de todos os vinhos representados neste certame. Esta loja dá ainda a possibilidade de escolher qualquer referência de vinho em prova na VINIPAX para acompanhar as refeições no espaço SUL À MESA.

A “Patrimónios do Sul” promove a identidade do território do sul do país ao nível económico, cultural e turístico, durante três dias, no Parque de Feiras Manuel de Castro e Brito, em Beja.

Em destaque vão estar os vinhos, os produtos agroalimentares, o turismo, o património cultural, a biodiversidade, as artes e ofícios, a gastronomia, a caça e a pesca, a tradição taurina e as aves.


CHAMPAGNE E MADEIRA MILIONÁRIOS

Doze convidados disponibilizaram-se a pagar 1800 euros cada um para terem acesso ao menu de degustação que o Food Circle, no Sublime Comporta, serve no próximo dia 17 de setembro, às 20h00, em honra de um dos mais caros e reputados champagnes do mundo, ocasião em que vai conviver com vinho da madeira. O momento marca a presença em Portugal do produtor de champagne Stephane Sésé, responsável pela Boerl & Kroff, marca de luxo que viu o mercado nacional aumentar 5 por cento em 2022, à boleia do trabalho desenvolvido pela Martins Wine Advisor (MWA), consultora de vinhos com a representação oficial da marca. No menu desenvolvido com a consultoria de vinhos de Cláudio Martins não poderia deixar de estar um vinho português, o Madeira D’ Oliveiras Bastardo 1927, “equiparado a todos os níveis ao champagne da B&K e que combina na perfeição neste momento de partilha”, adianta o CEO da MWA.

No dia anterior ao jantar, 16, sexta-feira, no lisboeta JNcQUOI, Stephane Sésé e Cláudio Martins orientam uma prova de champagne para os membros do clube.

Esta marca de champagne está disponível em segmentos de nicho como JNcQUOI, Praia no Parque ou Sublime. Os mais vendidos são: B de Boërl and Kroff 2012 (em garrafeiras entre 500 e 1000 euros); Boërl and Kroff Rose NV (magnum) e Boërl and Kroff Brut 1998 (magnum) os dois últimos a rondarem os 5600 euros. Quanto ao vinho Madeira D’Oliveiras Bastardo 1927 está à venda, também em garrafeira, por valores entre os 790 e os 1080 euros. (Na foto: Stéphane Sésé (produtor do champagne) e Cláudio Martins