Casa Museu José Maria da Fonseca com recorde de visitantes

Casa Museu JMFO número de visitantes da Casa Museu da José Maria da Fonseca, em Vila Nogueira Azeitão, voltou a crescer em 2017 registando um novo recorde. O enoturismo recebeu 41 mil visitantes, originários de mais de 80 países. Portugal representa 28% do total de visitantes, seguido dos EUA, Brasil, Alemanha, França, Reino Unido, Rússia e Suécia.

Para Sofia Soares Franco, Responsável de Enoturismo e Comunicação da José Maria da Fonseca “Estes números confirmam que a aposta e o investimento contínuo na oferta enoturistica da José Maria da Fonseca são o caminho. O enoturismo é simultaneamente uma ferramenta fortíssima de marketing e uma área de negócio que tem um produto forte e dinâmico”. Sofia aponta ainda que “a Casa Museu tem beneficiado do excelente momento que o turismo em Portugal vive e da proximidade a Lisboa”.

Na Casa Museu de José Maria da Fonseca é possível visitar as seguintes adegas: a Adega da Mata, onde estagia o vinho Periquita, a Adega dos Teares Novos, onde decorre a Confraria do Periquita, e a Adega dos Teares Velhos, onde repousam os moscatéis mais antigos da casa. No final da visita, é oferecida uma prova de vinhos, ou vinhos e gastronomia.

A José Maria da Fonseca é uma família de vinhos com quase 200 anos de história que proporciona experiências de degustação vínicas e gastronómicas através da sua Casa Museu. As visitas guiadas nas suas instalações em Vila Nogueira de Azeitão são realizadas desde os anos 60, sendo que a partir de 2007 se separou a área de negócio.

A Casa Museu está aberta diariamente, inclusive fins-de-semana e feriados com serviços variados como visitas guiadas, provas de vinhos e degustação de iguarias regionais, almoços/jantares/cocktails e reuniões de empresa.

As reservas deverão ser dirigidas a enoturismo@jmfonseca.pt ou (+351) 212 198 940.

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José Maria da Fonseca prepara Dia do Pai com programa vínico e cultural

jardins baixaA José Maria da Fonseca quer proporcionar, este ano, um Dia do Pai muito especial. Sabe-se que a tradição portuguesa instituiu o dia 19 de Março como o dia do pai, que este ano calha a uma segunda-feira, dia de trabalho para a maioria. Assim sendo, na José Maria de Fonseca a data comemora-se no dia 24, um sábado, com um programa vínico e cultural muito completo. Nesse dia as visitas guiadas de Enoturismo à Casa Museu José Maria da Fonseca, em Azeitão, e à Adega José de Sousa, em Reguengos de Monsaraz, são gratuitas e incluem uma prova de 2 vinhos.

Em Azeitão

Na visita à Casa Museu José Maria da Fonseca, os visitantes podem descobrir o belo edifício construído no séc. XIX e o jardim perfeitamente cuidado, apreciar três adegas históricas (Adega da Mata, Adega dos Teares Novo e Adega dos Teares Velhos), além de ficarem a conhecer mais sobre a história da empresa. A visita termina na loja de vinho, onde além de todo o portefólio de vinhos da José Maria da Fonseca, os visitantes têm à sua disposição produtos gourmet regionais (queijos, compotas, Esses de Azeitão e outras iguarias).

Em Reguengos de Monsaraz

Créditos Jerónimo Heitor de Sousa_JSO2baixaSe estiverem pelas bandas do Alentejo ou quiserem rumar até Reguengos de Monsaraz, os visitantes podem apreciar duas adegas com estilos muito distintos mas que combinam na perfeição a tradição com a inovação: na Adega dos Potes estão localizadas 114 ânforas de barro, com um método de fermentação ancestral e raríssimo que já vem de há mais de dois mil anos, do tempo de gregos e romanos, e na Adega Moderna onde estão 44 tanques de inox com toda a tecnologia moderna de vinificação indispensável para a produção de vinhos brancos e tintos.

Note que os dois programas de visitas de Enoturismo para o Dia do Pai estão limitados: a 50 pessoas (Casa Museu José Maria da Fonseca) e 40 pessoas (Adega José de Sousa), mediante reserva prévia.

Os programas de visita no sábado, 24 de Março às duas adegas são os seguintes:

Casa Museu José Maria da Fonseca, Azeitão (Sábado, 24 de Março, às 11h), visita guiada com prova de 2 vinhos gratuita para visitantes acompanhados pelo pai

Reserva prévia para enoturismo@jmfonseca.pt ou 212198940 (Oferta limitada até 50 pessoas)

Adega José de Sousa, Reguengos de Monsaraz (Sábado, 24 de Março, às 11h), visita guiada com prova de 2 vinhos gratuita para visitantes acompanhados pelo pai

Reserva prévia para josedesousa@jmfonseca.pt ou 266502729 (Oferta até 40 pessoas)


Enoturismo do Alentejo em destaque na BTL de 28 de Fevereiro a 4 de Março

Os Vinhos do Alentejo, através da sua Rota dos Vinhos, vão estar presentes na 30ª edição que é, também, simultaneamente o 30º aniversário da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa – o evento de turismo mais importante do país, que terá lugar na FIL de 28 de Fevereiro a 4 de Março.

 

Para Francisco Mateus, Presidente da CVRA “A BTL é o evento de turismo de referência em Portugal e, por isso, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) tem o dever de integrar o conjunto de agentes turísticos da região que irão marcar presença no evento. Mais do que marcar presença, esta feira é uma oportunidade importante para potenciar e promover novos negócios para a região do Alentejo. Queremos dar a conhecer, a profissionais e turistas, as potencialidades do Alentejo enquanto destino de Enoturismo.”

 

Esta participação resulta de uma colaboração entre a Rota dos Vinhos do Alentejo, um conjunto de unidades de Enoturismo aderentes à Rota e conta com o apoio da ERT – Entidade Regional de Turismo do Alentejo/Ribatejo. Espaço integrado no stand da ERT, a presença conjunta tem como principal objetivo reforçar o trabalho que tem vindo a ser feito na promoção do Alentejo enquanto destino enoturístico.

 

Em complemento, no dia 1 de Março, o Enoturismo Alentejano será tema de destaque na BTL com uma apresentação que irá decorrer pelas 11 da manhã no espaço destinado às apresentações, integrado no stand Alentejo/Ribatejo. Momento de destaque em que, através da apresentação conjunta, será dado a conhecer aos presentes a enorme potencialidade enoturísitica da região, que associada a outros aspectos, tal como a monumentalidade, natureza, gastronomia, cultural entre outros, fazem com que o Alentejo se torne numa região atractiva e bastante diversificada.

 

As unidades de enoturismo presentes serão: Adega Cartuxa, Adega Mayor, Casa Relvas, Herdade da Malhadinha Nova, João Portugal Ramos Vinhos, Quinta do Quetzal, Tiago Cabaço Wines e Torre de Palma – Wine Hotel, uma oferta bastante diversificada, sólida e integrada.

 

Os primeiros três dias da BTL serão exclusivos a profissionais, com horário entre as 10 e as 7 da tarde. Na sexta-feira, dia 2 de Março, entre as 10 da manhã e as seis da tarde também será exclusiva de profissionais, abrindo a essa hora ao público em geral e funcionando até às 11 da noite. Sábado (3 de Março) está aberta ao público em geral entre o meio-dia e as 11 da noite e no domingo (4 de Março) entre o meio-dia e as 8 da noite.

 

Para os profissionais ligados ao sector do turismo, a BTL é uma oportunidade para encontrar compradores profissionais, para conhecer a concorrência, para analisar a tendência dos mercados e posicionar a sua oferta de uma forma inovadora e competitiva.

Para o público, constitui a oportunidade de conhecer novos destinos e soluções, de comparar propostas e comprar a preços altamente competitivos. Tudo isto num ambiente muito animado, onde a música e a gastronomia marcam também presença.

 

Acrescente-se que a CVRA – Comissão Vitivinícola Regional Alentejana é um organismo de direito privado e utilidade pública que certifica os vinhos DOC Alentejo e os vinhos Regional Alentejano. É responsável pela promoção dos Vinhos do Alentejo, no mercado nacional e em mercados-alvo internacionais. A sua actividade é financiada através da venda dos selos de certificação que integram os contra-rótulos dos Vinhos do Alentejo. A CVRA foi criada em 1989.


A Boa Esperança de um vinho de qualidade em Torres Vedras

A Quinta da Boa Esperança é um projecto familiar de produção de vinho, que nasce da vontade de criar um espaço contemporâneo que seja o reflexo do seu modo de pensar e de viver, num ambiente histórico e rural. De consciência ambiental bastante marcada, com o compromisso de garantir o bem-estar das suas vinhas durante todo o ano, o respeito e a responsabilidade com a natureza e a sua feliz coexistência com o Homem, são alguns dos objectivos da marca.

A sustentabilidade, a qualidade e a exclusividade que envolvem todo o processo, desde a apanhada uva ao consumidor final, são os pilares deste projecto, criado em 2015, no concelho de Torres Vedras, região vitivinícola de Lisboa, uma das maiores regiões produtoras de vinho a nível nacional e das mais extensas áreas vinícolas do país.

 

A Quinta da Boa Esperança é um projecto familiar nascido em 2015 resultado da paixão pelo campo e pelos vinhos do casal Eva Moura Guedes e Artur Gama.

Está situada na localidade da Zibreira, freguesia da Carvoeira, concelho de Torres Vedras e, depois de ter mostrado à imprensa e bloguers, há cerca de dois meses, os vinhos da sua primeira colheita, a de 2015, vai brevemente lançar os de 2016.

Há alguns anos ligado ao comércio internacional de vinhos, o que o obrigava a viajar permanentemente, Artur Gama quis assentar arraiais e passar mais tempo com a família, nomeadamente depois do nascimento da filha. A oportunidade surgiu com a compra desta propriedade, há muito produtora de uvas que não eram vinificadas no local, mas sim entregues a uma cooperativa. Artur e Eva escolheram para a Quinta um nome auspicioso, o de Boa Esperança, que tal como o cabo de África onde os Oceanos Atlântico e Índico se juntam, primeiro foi muito trabalhoso, mas depois abriu as portas para um futuro que se adivinhava risonho.

Artur e Eva, com uma consciência ambiental bastante marcada procuram manter com a natureza um diálogo de respeito e responsabilidade que assegure o bem-estar das suas vinhas durante todo o ano. A ideia é irem subindo a pouco e pouco até

Abandonarem já este ano os herbicidas e, se tudo correr bem, chegarem à verdadeira agricultura biológica (não se recorre à aplicação de pesticidas nem adubos químicos de síntese, nem ao uso de organismos geneticamente modificados).

Neste momento a quinta dispõe de 8 hectares de vinha em produção, 9 hectares de vinha plantados e, a curto prazo, a possibilidade de plantação de mais 1,5 hectare.  A localização da Quinta da Boa Esperança é numa encosta com direcção nascente/poente, uma das melhores exposições solares possíveis para a maturação das castas tintas. Os solos argilo-calcários e a localização, a cerca de 20km da costa atlântica, conferem às castas brancas uma salinidade, mineralidade e frescura bastante marcadas, como aliás é apanágio dos brancos da região Lisboa.

A enologia está a cargo da enóloga residente Paula Fernandes e do enólogo Rodrigo Martins.

A adega, embora ainda não esteja definitivamente recuperada já está convenientemente equipada, dizem os enólogos. Obras noutras construções, como a casa da quinta, que permitirá aos proprietários nela residir ainda estão em curso.

 

Na visita que fizemos em Novembro de entre os vinhos provados destacamos os seguintes, todos eles Regional Lisboa:

 

Quinta da Boa Esperança – Colheita Branco PVP 7,25€Quinta das Boa Esperança branco 2016, feito de Fernão Pires e Arinto, está muito composto e harmonioso quer de aroma quer na boca, com boa acidez. (13% de álcool, um total de 8 mil garrafas com PVP 7,25€)

 

Quinta da Boa Esperança – Fernão Pires PVP 11,20€Quinta da Boa Esperança Fernão Pires branco 2016, um bonito exemplar da casta. Boa fruta, sem exuberâncias, bom volume na boca. Pode envelhecer bem um par de anos. (13,5% de álcool, um total de 35 mil garrafas com PVP 11,20€)

 

Quinta da Boa Esperança – Sauvignon Blanc 11,20€Quinta da Boa Esperança  Sauvignon Blanc branco 2016, um vinho com características da casta (espargos, relva cortada), boa acidez, muito afinado. (13% de álcool, total de 2700 garrafas com PVP 11,20€)

 

Quinta da Boa Esperança – Arinto PVP 11,20€Quinta da Boa Esperança Arinto branco 2016, um vinho que está um pouco fechado, leve toque floral, acidez a pedir companhia de comida. (13,5% de álcool, um total de 3 mil garrafas com PVP 11,20€)

 

Quinta da Boa Esperança Reserva branco 2015, tem na composição uvas Fernão Pires e Arinto. Fermentou em barrica nova. Aroma fino e delicado, complexo. Na boca é fresco, estruturado, intenso, poderia ser menos marcado pela madeira, mas é um belíssimo vinho, com um final longo. (13,5% de álcool, um total de 3 mil garrafas com PVP 17€)

 

Quinta da Boa Esperança Colheita tinto 2015, feito de uvas Aragonez, Castelão e Syrah, frutado, fresco, taninos bem presentes. A pedir comida. (14% de álcool, um total de 10 mil garrafas com PVP 7,25€)

 

 

Quinta da Boa Esperança – Syrah 2015 PVP 14,90€Quinta da Boa Esperança Syrah tinto 2015, vinho muito fresco, com notas de fruta preta e especiarias. Bons taninos e um final delicioso. Foi dos tintos em prova o que mais gostei, uma opinião pessoal que vale o que vale… (14% de álcool, um total de 2800 garrafas com PVP 14,90€)

 

 

Quinta da Boa Esperança Touriga Nacional 2015 PVP 14,90€Quinta da Boa Esperança – Touriga Nacional tinto 2015, cor granada carregada, com nuances cítricas e florais no aroma. Na boca mostra-se um vinho cheio, com bons taninos e um final longo. Liga bem com assados de forno de carnes vermelhas. (14% de álcool, um total de 3200 garrafas com PVP 14,90€)

 

Quinta da Boa Esperança – Alicante Bouschet 2015 PVP 14,90€Quinta da Boa Esperança Alicante Bouschet tinto 2015, este vinho é quase preto, como é natural, vindo de uma casta tintureira. Notas balsâmicas e um leve toque a azeitona no aroma. Na boca é volumoso, boa acidez e taninos bem presentes. (13,5% de álcool, um total 300 garrafas com PVP 14,90€)


Lavradores de Feitoria renova imagem da gama Três Bagos

Lavradores de Feitoria decidiu refrescar a imagem da sua gama de vinhos mais conhecida, a Três Bagos.  Esta é a terceira fatiota gama, sendo que na segunda a alteração se ficou, fundamentalmente pela inclusão do novo logótipo da Lavradores de Feitoria.  A estreia do novo rótulo coube ao Três Bagos Reserva tinto 2015, precisamente a terceira colheita desta referência. A caminho vem já o Três Bagos Grande Escolha tinto 2014.

A criação dos novos rótulos esteve a cargo da M&A Creative Agency  (a mesma empresa que desenvolveu a nova identidade institucional da Lavradores de Feitoria). Agora os bagos contêm a representação gráfica dos socalcos (ou se preferirmos, as curvas de nível) tão característicos do Douro Vinhateiro.

Para além da gama Três Bagos, o catálogo da empresa possui a homónima Lavradores de Feitoria, Meruge, Quinta da Costa das Aguaneiras, Cheda e Gadiva.

O Três Bagos Reserva tinto 2015 é feito a partir das castas Tinta Roriz (40%), Touriga Nacional (25%) e Touriga Franca (35%) de vinhas com mais de 30 anos. Fermentou em inox, seguindo-se o estágio metade em inox e metade em barrica (50% nova e 50% de segundo ano).

Vinho de um vermelho vivo, muito frutado no aroma (ameixa, amora). No seu conjunto é equilibrado, com a madeira muito bem casada, boa estrutura de boca, taninos suaves e um final muito guloso.

Tem 14% de álcool e um PVP de 9,50€.


Real Companhia Velha engarrafa mais seis castas raras na linha Séries

A Real Companhia Velha (RCV) é das empresas portuguesas que mais tem trabalhado em prol da preservação de castas nacionais antigas, algumas praticamente já votadas ao esquecimento e que se encontram nas suas vinhas velhas das várias quintas que a companhia tem no Douro. É na sua linha experimental Séries que depois as lança no mercado.

Recentemente surgiram mais seis monocastas (Donzelinho Branco e Gouveio, vinhos brancos ambos de 2016, e quatro tintos, Tinto Cão 2015, Malvasia Preta 2015, Cornifesto 2015 e Bastardo 2014)

com essa filosofia que, mais tarde, mercê da evolução do vinho, do aumento da quantidade produzida e da aceitação no mercado poderão passar a fazer parte das gamas mais comerciais.

Muito por grande mérito do enólogo Jorge Moreira, director de enologia da RCV, dos viticólogos Rui Soares, Álvaro Martinho Lopes e Sérgio Soares (agrónomos que trabalham a vinha) com o apoio, obviamente, da família Silva Reis, é possível voltarmos a beber belos vinhos de castas que os nossos ancestrais bem conheciam, que podem ser uma grande mais valia para a agricultura e economia portuguesas, porque podem marcar pontos pela diferença, pela novidade.

Segundo Jorge Moreira, a linha Séries procura apresentar vinhos excepcionais, quase sempre a partir de velhas castas do Douro. Esses vinhos que serão sempre ensaios (daí o nome), onde a equipa de enologia procura explorar diferentes técnicas, castas ou abordagens que ensinem algo passível de vir a ser aplicado na gama comercial, como atrás referimos.

Generalizando um pouco, de acordo com o clima de cada ano, 2014 deu origem a vinhos frescos e jovens, enquanto 2015 determinou tintos potentes e concentrados e de imensa complexidade. Quanto a 2016 foi um ano que proporcionou vinhos elegantes, aromáticos e muito frescos.

Para provar e poder perceber o resultado destes Séries, a RCV reuniu, na Enoteca de Belém, no final do passado mês de Janeiro, um grupo de jornalistas e críticos do sector. Aqui ficam as notas de prova destes Real Companhia Velha Séries.

 

 

Donzelinho Branco 2016 branco DOC Douro

 

Segundo as palavras de Jorge Moreira, “o Donzelinho Branco é uma das castas mais exóticas e invulgares que está plantada no planalto de Alijó. Aqui beneficia do clima fresco e de terrenos mais férteis, dois factores que determinam um perfil de um Douro muito diferente do habitual, tornando-se um grande desafio à nossa equipa de enologia”.

A fermentação decorreu em cubas de inox com controle de temperatura, ficando em estágio durante 6 meses.

O resultado deste Real Companhia Velha Séries Donzelinho branco 2016 é um vinho rico quer em aroma, quer em frescura e cremosidade na boca. Tem notas florais de alecrim, hortelã, e um suave toque de raspa de lima. O final é muito agradável, com classe, deixando notas cítricas e de perfume floral. Acompanha bem pratos da cozinha asiática ou preparações de peixe que tenham alguma acidez, como tártaro de salmão ou um escabeche suave de sardinhas ou carapaus.

Tem 12,5% de álcool, foram feitas 1556 garrafas e o PVP é de 17€

 

 

 

Apesar da casta Gouveio ser uma das mais conhecidas no Douro, muito raramente é engarrafada como monocasta. O Companhia Velha Séries Gouveio branco 2016 DOC Douro é feito de uvas provenientes da Quinta das Carvalhas, vindimadas muito cedo para evitar grandes concentrações fenólicas e muito álcool, de modo a que fique um vinho mais delicado. Foi vinificado em inox, mas 50% foi estagiado em barricas novas de carvalho francês durante seis meses. Tem fruta banca, notas florais e um toque de baunilha no aroma e na boca apresenta boa frescura com a madeira completamente integrada. Acompanha bem peixes grelhados, carne de porco no espeto ou queijo da Serra.

Tem 12% de álcool, foram feitas 2340 garrafas e um PVP de17€.

 

A casta Tinto Cão está no Douro há muitos anos, é uma das mais apreciadas pela nova geração de agricultores e para este Real Companhia Velha Séries Tinto Cão tinto 2015 foi escolhida uma vinificação tradicional em lagares de pedra com pisa a pé, seguindo-se um estágio em barricas de carvalho francês (15% em madeira nova) durante 18 meses. É um tinto de grande complexidade aromática. Na boca é muito agradável para quem gosta de vinhos com alguma rusticidade, embora os taninos bem presentes não sejam agressivos. Pratos de forno (borrego, cabrito) ou caça são uma boa companhia para este Tinto Cão.

Tem 14% de álcool, foram feitas 1466 garrafas e custa 17€

 

 

Segundo Jorge Moreira, este Malvasia Preta é, provavelmente o primeiro engarrafamento a solo feito desta casta, uma das mais antigas na região.

A fermentação do Real Companhia Velha Séries Malvasia Preta 2015 decorreu em pequenas cubas de inox com controle de temperatura, estagiando, depois, em barricas usadas de carvalho francês por 8 meses. Tem uma cor aberta e um aroma com notas de fruta preta e cítrica, com nuances apimentadas, num perfil aromático muito intenso e fresco. Na boca é macio, distinto, suave, leve e fresco. Final muito longo. Junte-o a peixes gordos, carnes de aves ou massas e verá que consegue um bom resultado.

Tem 13,5% de álcool, foram feitas 666 garrafas e custa 17€

 

Tal como a casta anterior, a Cornifesto é uma das mais antigas do Douro. Esteve quase desaparecida, restando apenas em algumas vinhas velhas, mas pelas suas características gastronómicas merece outro destaque. É também o primeiro engarrafamento a solo que se conhece, este Real Companhia Velha Séries Cornifesto tinto 2015. A fermentação foi feita em pequenas cubas de inox, seguindo-se um estágio de 12 meses em barricas usadas de carvalho francês. É aberto na cor, tem intensidade aromática. Na boca é fresco, e elegante. Jorge Moreira afirmou que a boa estrutura e a acidez deixa antever um bom potencial para futuras vinificações. Liga bem com polvo estufado, pratos de caça, cabrito assado e peixes gordos.

Tem 14,5% de álcool, foram feitas 1200 garrafas e custa 17€

 

 

 

A 4º vinho tinto apresentado foi da casta Bastardo, uma das mais conhecidas no Douro, com um nome curioso, já que não invoca, propriamente, algo de muito desejável.

O Real Companhia Velha Séries Bastardo tinto 2014 é um vinho de cor bastante aberta, fresco, elegante e muito frutado que, na adega, foi fermentado em cubas de inox, seguindo-se um estágio de 12 meses em barricas usadas de carvalho francês. Tem aromas frutados com notas de groselha e frutos silvestres, complexidade e carácter. Na boca revela-se de uma maneira muito interessante: de início é muito suave, delicado, mas percorre toda a boca e no final mostra taninos com boa garra, o que o tornam um bom companheiro para guisados bem temperados ou lebre, javali ou veado, cozinhados com redução de vinho.

Tem 14% de álcool, foram feitas 1573 garrafas e custa 17€.

 

Recorde-se que a Real Companhia Velha é a mais antiga empresa de vinhos portuguesa, com mais de 260 anos de existência e de actividade ininterrupta ao serviço do vinho do Porto. Tem 540 hectares de vinha, distribuídos pelas emblemáticas quintas das Carvalhas, Aciprestes, Casal da Granja, Síbio e Cidrô. Para a exportação são destinados 65% da produção total da RCV.


Manuel Cargaleiro cria rótulo para azeite Premium de Vila Velha de Ródão

Se gosta de coisas exclusivas, bonitas e com muito valor acrescentado tem à sua disposição uma edição limitada de 500 garrafas de azeite proveniente da Cooperativa de Azeites de Ródão (Rodoliv) com o rótulo desenhado por Manuel Cargaleiro, pintor e ceramista de renome mundial.

A iniciativa de lançar esta edição limitada pertenceu quer à Rodoliv, quer à C.M. de Vila Velha de Ródão, com o duplo sentido de divulgar o magnífico e premiado azeite, como também de homenagear o artista plástico natural do concelho, onde nasceu há 90 anos.

Na ocasião do lançamento, no passado mês de Janeiro, foi também apresentada a marca ‘Terras de Oiro’, que pretende promover as terras de Vila Velha de Ródão através das suas iniciativas, eventos e produtos locais, como é o caso do azeite (medalha de bronze no ranking dos melhores azeites de Portugal), queijo e mel.

Na cerimónia de apresentação Luís Pereira, Presidente da C. M. de Vila Velha de Ródão, afirmou “estamos muito orgulhosos do trabalho desenvolvido pelo Mestre Manuel Cargaleiro nesta edição especial de azeite de Ródão, que muito irá contribuir para promover a nossa região a nível nacional e internacional”. Por seu turno, Manuel Cargaleiro afirmou  “Fico bastante satisfeito por contribuir para a divulgação e promoção dos produtos de excelência produzidos na minha terra natal”.

A edição especial de azeite de Ródão estará disponível no Posto de Turismo de Vila Velha de Ródão, localizado no Lagar de Varas, bem como em feiras e eventos promovidos na região, pelo pvp de 15 euros.